Pedir sinal nas marcações: quanto, a quem e como
O sinal é o pagamento de uma parte do serviço no momento da marcação. Bem usado, quase acaba com as faltas e não afasta as boas clientes. Mal explicado, parece desconfiança. A diferença está em meia dúzia de decisões que vale a pena tomar com calma.
Para que serve um sinal
O sinal não é uma multa. É a forma de a cliente dizer «esta hora é mesmo minha», e de o seu negócio não ficar com o prejuízo inteiro se ela não aparecer.
Tem um segundo efeito, menos óbvio: quem pagou uma parte lembra-se da marcação. Muitas das faltas que o sinal evita nem chegariam a ser cobradas — simplesmente deixam de acontecer.
A quem pedir
Pedir a toda a gente é a regra mais simples, mas nem sempre a melhor. Uma cliente que vem há cinco anos e nunca faltou pode sentir-se tratada como uma desconhecida.
Por isso, muitos negócios pedem sinal só a clientes novos — quem ainda não conhecem e de quem vêm a maior parte das faltas. Outros pedem-no só nos serviços longos ou caros: uma coloração de três horas, um tratamento de rosto completo, uma sessão de noiva. Comece pelo que mais lhe dói e alargue se for preciso.
Quanto pedir
O valor tem de ser suficiente para levar a marcação a sério, e não tão alto que faça a cliente desistir. Na prática, entre um quarto e metade do preço do serviço é o habitual.
Uma percentagem acompanha os preços sozinha: um serviço de 20 euros pede 10, um de 80 pede 40. Um valor fixo é mais fácil de explicar, mas fica desajustado nos serviços mais caros. Seja qual for a escolha, diga sempre que o sinal desconta no preço final — não é um valor a mais.
Quando devolver
Defina um prazo e cumpra-o: se a cliente cancelar com pelo menos 24 horas de antecedência, por exemplo, recebe o sinal de volta; depois disso, fica para o negócio. Em serviços longos, 48 horas podem fazer mais sentido, porque é o tempo de que precisa para voltar a ocupar a hora.
Se for o seu negócio a cancelar ou a mudar a hora, o sinal deve ser sempre devolvido, sem discussão. E guarde uma margem para o bom senso: uma doença súbita ou uma emergência familiar de uma boa cliente justificam uma exceção — desde que seja exceção.
Como comunicar
Explique o sinal antes de a pessoa marcar, em poucas palavras, e pela positiva: o que garante, não o que castiga. Repita a regra na confirmação, para que não haja surpresas.
Para garantir a sua hora, pedimos um sinal de 50% do serviço no momento da marcação. O valor é descontado no preço final. Se precisar de cancelar, avise com pelo menos 24 horas de antecedência e devolvemos o sinal na totalidade.
Como cobrar
Pedir o sinal por transferência ou por MB WAY, à mão, funciona — mas obriga a confirmar cada pagamento, a perseguir quem se esqueceu de pagar e a decidir quanto tempo segura a hora à espera. Com poucas marcações é viável; com muitas, ocupa-lhe o dia.
O ideal é o pagamento fazer parte da própria marcação: a cliente escolhe a hora, paga ali mesmo, e a hora só fica guardada quando o pagamento entra. Se não pagar em poucos minutos, a hora volta a ficar livre para outra pessoa.
Quanto à faturação do sinal, cada caso tem as suas particularidades: fale com o seu contabilista sobre a melhor forma de o registar.
Como funciona no Milu
No Milu, o sinal é opcional e ativado pela equipa Milu para o seu negócio. A cliente paga metade do serviço ao marcar — por MB WAY, cartão, Apple Pay ou Google Pay — e a marcação só fica confirmada quando o pagamento entra. Escolhe se o pede só a clientes novos ou a todos, e até quantas horas antes a cliente ainda recebe o sinal de volta se cancelar. Se for o seu negócio a cancelar, o sinal é sempre devolvido. O resto do serviço é pago no local, como sempre.